Você sabe o que é resistência microbiana?

Resistência microbiana

Você sabe o que é resistência microbiana?

Resistência microbiana é a capacidade das bactérias de resistir aos efeitos dos antibióticos. Algo cada vez mais comum, a resistência aos antibióticos pelas bactérias se tornou um problema importante para médicos e hospitais, uma verdadeira guerra de difícil combate.

Os medicamentos que vem salvando a humanidade há mais de 70 anos podem perder seus efeitos, é o que mostra uma pesquisa dos Estados Unidos.

Os médicos do exército americano, descobriram o primeiro caso de um paciente infectado por uma bactéria que se mostrou resistente ao último oásis em antibióticos, nos EUA.  O paciente teve final feliz e está bem, mas esse problema nos mostrou o quanto vulneráveis podemos nos tornar em alguns anos, se nada for feito. 

A bactéria se mostrou resistente a um antigo antibiótico, chamado Colistin que era usado sob reserva naquele país, apenas para o tratamento de infecções perigosas que eram resistentes a classe de medicamentos chamada carbapenêmicos. Ou seja, resistência microbiana aos carbapenêmicos, que se tornou resistente a única droga capaz de combatê-la, o que nos mostra que esse micróbio poderá se tornar algo sem tratamento, e estamos muito perto disso.

Anos e anos de uso indiscriminado de antibióticos por pacientes que detinham e detém fácil acesso a esses medicamentos, além da prescrição social dos antibióticos, muitas vezes para agradar o paciente, que sofria de  uma infecção por vírus ou outro tipo de doença, e que não necessitaria daquele remédio (que se tornou uma questão cultural no mundo ocidental), além do uso incorreto da medicação, e muitas vezes com a cessação do remédio por conta própria, fez com que as bactérias se modificassem, originando uma população de micróbios resistentes a maioria dos antibióticos.

Outros usos dos antibióticos, principalmente na criação de aves, bovinos e suínos, na tentativa de antecipar o abate, pode ter contribuído para o cenário atual.

Independente dos motivos que nos levaram a esse momento da história da medicina, devemos orientar a população que o antibiótico só deve ser usado em caso de infecção por bactéria, ou seja, por necessidade.

A venda dos antibióticos deve ser controlada ao máximo, se possível, junto ao correto número de comprimidos que deve ser usado pelo paciente, evitando a possibilidade de qualquer tipo de sobra do medicamento na caixa, o que impedirá o uso indiscriminado e sem prescrição pelo usuário ou pelos seus familiares no futuro.

O incentivo a pesquisa e desenvolvimento de novas drogas antibióticas deve ser oferecido por governos e indústrias, com isenção fiscal ou com algum tipo de benefício, favorecendo o surgimento de novas drogas para a população.

Tais medidas podem evitar que possamos viver num futuro “pós-antibióticos”, sem a possibilidade de cura de doenças, que até o momento são “simples” de curar ou tratar, apenas com o uso de um medicamento por alguns dias.  Alguém deseja viver num mundo como esse?

Para isso, como sempre comentado em nosso site, o mais importante é a prevenção, que começa com informação e mudança de atitude do indivíduo, e prevenção é saúde, prevenção é o que fazemos.

Para mais informações entre em contato.

FONTES:

Centers for Disease Control and Prevention – www.cdc.gov

The New York Times – www.nytimes.comAgência Nacional de Vigilância Sanitária – www.anvisa.gov.br

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